quarta-feira, 18 de março de 2009

matematica o que é?

Matemática, o que é?


O que é a Matemática? Esta perguntas inspiraram, e ainda inspirarão, pesquisas em diferentes “áreas” do conhecimento. É uma pergunta complexa que eventualmente é feita, e que ganha respostas distintas ao longo de nossas vidas. Não é pergunta que apenas colocam nosso desejo de compreender o que é a matemática , mas também de como se dá a relação entre os símbolos “matemática-ciência exata e objetiva” e “o ser humano que a utiliza”. Galileu Galilei disse que a Matemática é a linguagem do Universo. Uma linguagem, ao contrário de uma língua, é subjetiva por natureza, ela é de quem fala e é de quem ouve. Por isso digo que, em sentido estrito, a matemática não existe. Existe sim um mundo que “fala” e um curioso que “ouve”: o matemático, um poeta que, no corromper da língua com a possibilidade subjetiva, resgata a linguagem e, através dela, fala ao mundo de si. Para um poeta, o domínio da língua é fundamental. Mas este fato não advoga a favor da tese que afirma a língua como um “a priori” da linguagem. Em meu ponto de vista, ocorre justamente o contrário: a linguagem é um a priori da língua. A curiosidade, o gerar e o gerir da irrealidade, a inteligência humana, o homem, esses são os “a priori” da matemática. Um poeta adota um determinado gênero literário ou ele coloca-se, escreve-se enquanto sujeito inserido em um contexto (social, cultural, histórico, etc.)? O que é um gênero senão algo que aspira ao objetivo, que é concebido na análise de uma fotografia, um modelo que busca definir similaridade? Ora, foi o Parnasianismo que influenciou e gerou os trabalhos de Vicente Carvalho e de Olavo Bilac ou foram as peculiaridades, as contribuições únicas de cada um, que fundamentaram e instituíram o Parnasianismo enquanto gênero literário? Foi a matemática que norteou o trabalho dos matemáticos em primeiro lugar ou foram as subjetividades livres e criadoras daquelas inteligências que constituíram a matemática enquanto linguagem? É neste sentido que digo existir o matemático: enquanto subjetividade, enquanto humano. A matemática vem depois, enquanto possibilidade, mas jamais enquanto norma ou modelo de qualquer coisa, seja do mundo, seja de si.
Acesso em:18/03/2009.

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